Joãozinho e o feijão com arroz


No primeiro dia de 2020, Joãozinho decidiu investir em ações, montando uma carteira com as ações com maior peso no Ibovespa (VALE3, ITUB4, PETR4 e B3SA3).  Como ele tinha R$ 20.000 disponível, decidiu comprar R$ 5.000 de cada ação, lembrando do comentário de alguns profissionais sobre a importância de diversificar. 

No final de 2020, Joãozinho observou que a sua carteira valorizou 25,7%. Enquanto o Ibovespa registrou uma alta de 2,9%.

VALE3: +70,47%

ITUB4: -11,42%

PETR4: -6,10%

B3SA3: +49,95%

Joãozinho começou 2021 com mais R$ 5.141,50, tendo a quantia de R$ 25.141,50.  No entanto, ele sabe que apesar do resultado em 2020, não existe nenhuma garantia de que a performance que ele obteve em 2020 será mantida nos próximos anos, afinal, se trata de RENDA VARIÁVEL.

Para Joãozinho, foi muito mais do que o ganho financeiro, foi uma oportunidade de compreender o mercado de ações, aprender! Durante 2020, muitos questionamentos surgiram em sua mente alguns pontos para reflexão, como por exemplo:

  1. O que é esse tal de “stop loss” que comentam em algumas redes sociais? Qual teria sido meu desempenho se eu tivesse limitado minha perda a 10% antes de ter começado a investir e aguardasse um melhor momento para entrar novamente no mercado?
  2. Não é interessante definir um critério de entrada e saída das posições?
  3. Puxa! Se eu tivesse comprado apenas VALE3 ao invés de diversificar, teria ganho 70,47% e ao invés de ter R$ 25.141,50, teria R$ 34.094, um ganho de R$ 14.094. Ao mesmo tempo, eu não poderia ter comprado apenas ITUB4 e terminar 2020 com uma perda de 11,42%?  Por que sempre focamos no ganho e esquecemos a possibilidade de perda?
  4. Não foi fácil suportar a perda de 42% do meu capital durante a crise da covid-19. Será que essa ideia de alocar todo o capital de uma vez é a melhor?  Não seria melhor alocar aos poucos ao longo do tempo?
  5. Quanto que devo disponibilizar para investir em ações? Pela perda que cheguei a ter em 2020, aprendi que é fundamental um planejamento.
  6. Quando eu montei a carteira, nem fazia ideia do peso das ações no principal índice da bolsa brasileira (Ibovespa), escolhi as ações pelo simples fato delas serem tão comentadas e de empresas bem conhecidas, foi o feijão com o arroz, mas será que devo manter esta carteira de ações para 2021?
  7. Vale a pena contratar uma empresa de análise para obter recomendações de compra? Já tenho capital suficiente que justifique esta contratação?
  8. Posso confiar plenamente em recomendações publicadas em sites? Preciso desenvolver uma análise crítica mínima!
  9. Continuarei montando minha carteira de forma “aleatória” ou buscarei um processo que justifique as entradas e saídas das posições?
  10. Seria melhor optar por um fundo de ações e deixar um gestor fazer o serviço por mim? E essa tal de ETF, vale a pena?

Neste momento, Joãozinho está em busca das respostas e lembrou de uma frase do canal Futura: “Não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas”.

Joãozinho, Parabéns!

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